Muitas vezes o casamento não vai bem. Mas a mulher insiste, tenta de novo, busca outras maneiras. Isso porque ela pensa não apenas nela, mas nos filhos, na estrutura familiar… nos detalhes. Pensa no sofrimento de todos, no que a família vai dizer. E ela se culpa pelo fracasso da relação, por isso tenta de todo modo conserta-la.
Quando o homem decide sair de casa, é porque já tem outra mulher. O casamento ruim não é motivo suficiente, porque para afogar as mágoas existe o bar, o clube, os amigos, a TV, a internet… E homem é mais acomodado nesse sentido do que a mulher. Qualquer prazer é prazer.
Quando fui comunicada que nosso relacionamento tinha acabado, ele disse que não aguentava mais me ouvir pedindo por carinho, atenção e presença. Ele procurou outra mulher que se satisfizesse com o que ele tinha a oferecer, no tempo livre que ele tivesse.
Ou seja, ele queria alguém que achasse transar com ele o máximo, mas que respeitasse o tempo que ele quisesse permanecer na dele. E que não cobrasse absolutamente nada. Egoísta, não?
Foi nos braços de uma mulher 14 anos mais velha que ele encontrou o “pacote perfeito”. Solteira, sem filhos, solitária, daquelas que passaram a vida só pensando na carreira e perdeu o tempo do amor, de construir sua família. Daquelas que moram sozinhas, que não precisam de ajuda para pagar as contas. Nem motel ele precisa pagar.
Ele me disse que o contato com ela era puramente sexual. Mas acredito que a ligação deles seja perfeita. Para ela, a “senhora” que pegou o garotão. A que vivia sozinha e solitária (e contava isso em seu blog) e que de repente tem uma companhia.
Para ele, o cara admirado, valorizado. O viril, o “gostosão”. Sem cobranças, apenas o bem-estar de comer, beber, transar e dormir.
Quanto a mim, passei pela revolta, pelo sofrimento… Me culpei por todos os sapos que engoli e por tudo o que fiz para facilitar a vida dele. Sim, ele era muito mimado por mim. E nossa vida sexual era intensa. Não tinha o “motivo” para que ele buscasse outra mulher, além da fuga das responsabilidades.
Ele transava com ela enquanto eu estava num hospital com nossa filha de poucos meses de vida. Enquanto eu amargava uma internação, ele se “sentia vivo e desejado”.
Mas em nem um minuto sequer pensei em te-lo de volta. Minha auto-estima não permitiria.
O que me dói e me revolta absurdamente é que ele não vê a filha há 5 meses. E ela pede por ele, tem febre emocional. E ele diz que eu sou louca, que sou eu que enveneno a cabeça dela contra ele.
Agora, como posso “fazer a cabeça” de um bebê de 13 meses?
Então, a lição do dia: Enquanto a nova mulher for novidade, enquanto o homem estiver se sentindo o máximo, ele não dará a mínima para os filhos. É o tempo dele e não há nada que você faça para mudar isso.
Desdobre-se para cobrir os buracos. Peça ajuda a amigos, ao padrinho, aos tios. Um revezamento no papel “de pai” nesse momento pode tornar a situação menos dolorosa para as crianças.